quarta-feira, 2 de maio de 2012

João da Silva

E lá se foi trabalhar, mais um dia, o nosso querido João da Silva. E como sempre foi pelo metrô, lotado. Pessoas sempre com pressa, e o João se indagava o por que de tanta correria, afinal, era somente mais um dia. É claro, ele tropessa no degrau do metrô, grita e chinga e as pessoas nem ouvem, alienadas e com sono. E o João se perguntava o por que das pessoas viverem como robôs. Ele contava a história para seus amigos, de que uma vez ele abaixou as calças no metro e ninguem olhou. Os amigos dizem ser por causa de João ser muito feio, porém ele acredita em sua teoria, que tudo é culpa da maldita correria. No campo, ele dizia, não era assim, as pessoas agiam com emoção, se você gritava, chamava a atenção, um mendigo quase te levava a depressão. Agora João havia mudado sua teoria, não era mais culpa da correria, e sim da cidade. A vida que levava, já não era a que queria, e assim ele culpava a maldita da cidade. Será? Será que João da Silva estava certo? Quem muda as pessoas é o ambiente ou elas mesmas? Porque no que eu saiba, influência não é obrigação.

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